segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Porque o Reino de Deus é...


   "Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria nas consolações do Espírito Santo." Rm 14:17

   Amados!

   A Paz do Senhor!

   Eu amo os escritos paulinos, com este escrito não poderia ser diferente. 
  
  Este texto foi escrito para pessoas que contendiam entre si sobre aquilo que os cristãos poderiam comer. A grande verdade, porém, é que esta discussão já havia sido feita e, segundo o primeiro concílio da igreja, o concílio de Jerusalém, que se encontra lá em Atos 15:20, os alimentos proibidos eram aqueles que haviam sido mortos por asfixia e que continham sangue dentro, ou que se utilizasse apenas o sangue como alimento. Contudo, neste mesmo concílio de Jerusalém, no versículo anterior, Pedro fala que, de acordo com seu julgamento, não se devia perturbar aqueles que, dentre os gentios (não judeus, a gente, por assim dizer) que se converteram a Deus. Paulo retoma este ponto de vista ao dizer que aqueles que comiam conforme as tradições judaicas, estavam certos de acordo com a sua própria fé e os que não comiam estavam certos, de acordo com sua própria fé. Mais para frente, ele vai dizer: "...ninguém se condene naquele que para si mesmo, aprova" (Rm 14:22b), corroborando tanto a Pedro, no concílio de Jerusalém, como a si mesmo, nos versículos anteriores...

  Toda essa conversa inicial, porém, é apenas o pano de fundo, para entendermos em que cenário foi escrito este versículo, Rm 14:17, que inicia este post. O que pretendo aqui, sem ser herético, é abordar aquilo que o Reino de Deus, é, pois o Reino de Deus, se basta a si mesmo. 

   O reino de Deus, conforme o texto nos narra, é Gozo (que é alegria), Paz (que é um coração tranquilo perante Deus) e Justiça (que é a certeza de sermos justificados no dia do Juízo). Este versículo significa para mim que pertencer ao "Reino de Deus" implica em viver nessa terra com estas qualidades: 

  1. A Alegria: é uma alegria que vem de Deus, uma alegria real e verdadeira, não como aquela alegria passageira que sentimos quando vivemos coisas alegres neste mundo, falamos aqui de uma alegria permanente, por que temos a certeza de que vamos morar no céu com Deus, em seu Reino. 
  2. A Paz: a paz que aqui se fala é aquela paz narrada por Jesus em João 14:27: "Eu vos dou a paz, eu vos dou a minha paz; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração nem se atemorize". Esta é a paz que excede o entendimento humano, é a paz que não é apenas a ausência de guerras, mas a certeza mais uma vez de morar no céu com Deus, em seu Reino. 
  3. A Justiça: o Reino de Deus é justiça porque temos certeza da justiça divina que irá nos justificar pela fé, mesmo sendo pecadores e imerecedores do perdão, ou da santificação, ou mesmo da salvação. Mas segundo Paulo, mais uma vez em Romanos, agora, em Romanos 5:1, somos justificados pela fé, a esta graça na qual estamos firmes, a salvação. E é essa justificação, que nos permite termos, mais uma vez, a certeza de que vamos morar no céu com Deus, em seu Reino. 

   Amados leitores, concluo, desta forma, que o Reino de Deus é viver aqui na terra como um cidadão do céu, certos da Alegria verdadeira que independe de nós estamos vivendo um momento alegre ou não, certos da Paz verdadeira que independe de nós termos ou não problemas aqui na terra e certos da Justiça verdadeira, que independe das mazelas injustas da humanidade pecadora e cruel. É viver na terra certos de que já somos cidadãos do céu, vivendo como quem mora no céu com Deus, em seu Reino. 

   Ósculos Santos, 

   Alf.

domingo, 18 de agosto de 2019

Quando a razão é a base da fé...


Alfonso Ribeiro alfonso.ribeiro@gmail.com

21:06 (há 0 minuto)
para eu



Amados!!!

A Paz do Senhor!!!

Em nossas igrejas, sempre ouvimos falar que "sem fé é impossível agradar a Deus" (Hb 11:6). E também ouvimos que: "Deus tornou louca a sabedoria do mundo" (I Co 1:20b). E tantos outros textos que falam sobre a ineficácia da razão, diante do poder da fé.O amado leitor deve estar se perguntando: diante de tantas frases que tornam a razão, perante a fé, sem sentido, de onde eu tirei o título do nosso blog, hoje. 

Olha eu tirei de um dos textos mais lindos de entre as epístolas Paulinas. Eu tirei de romanos 12:1b que nos diz: "... que apresenteis os vossos corpos em sacrifício Vivo, Santo e Agradável a Deus, que é o vosso culto racional".

Mas afinal de contas, do que se trata isso? Trata-se de entender que a razão do nosso culto é a apresentação de nossas vidas em adoração constante, pois isso é agradável a Deus..

Ao longo da vida, vi muitas pessoas tementes a Deus e cada uma delas tinha um hábito, com relação a seu culto e sua forma de prestar o culto, mas, segundo este texto do Apóstolo Paulo, a verdadeira razão de culto, o culto racional, o culto com razão, é a apresentação de sua vida em adoração, pois isso ao Senhor cheira como cheirava o holocausto do antigo testamento. Por isso o autor do texto, Paulo, chama de sacrifício. Culto racional aqui não se trata de se escrever um bom esboço, ou um culto em que se preparou uma boa liturgia, ou os cânticos que foram legais... Não é nada disso... O que Paulo nos diz é que o verdadeiro culto, o culto racional, o culto que se baseia também na razão e não apenas na emoção, é aquele culto em que se vive cada dia, como que cultuando ao Senhor, em adoração constante. Não é algo apenas para as quatro paredes de um templo, num determinado período de tempo. Este que citei agora é o culto público, muito importante para a realização do ministério terreno da adoração, mas não é só isto... Trata-se do dia a dia com Deus, de andar com Deus, de caminhar com Deus... Trata-se de se colocar, entender e viver na presença de Deus, o tempo todo...

Sei o que, alguns dentre vós, dirão: mas isso é complicado, pois nós pecamos e o pecado faz separação entre os homens e Deus (Is 59:2a). E é exatamente por isso, meu irmão, que você tem que tentar viver a sua vida diante de Deus o máximo que você puder, para pecar cada vez menos... Mas, se porventura pecar, você aplica o que está escrito em I Jo 2:1b: "...se alguém pecar, temos um advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo." e continua a viver o seu dia e a sua vida diante de Deus, pois isto é o seu culto racional.

Esta é a razão em que se baseia a sua fé.

Ósculos Santos,

Alf.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Riqueza pobre.

Amados!!!

A Paz do Senhor!!!

Tenho escrito pouco neste espaço... Falta de tempo, escrevo mais no Facebook (https://www.facebook.com/#!/alfonso.ribeiro.9), no melhor estilo "microblog" (sim, no microblog mais famoso, o twitter - https://twitter.com/alfribeiro -, também tenho escrito pouco). Porém, vez por outra, surge um outro assunto que, pelo absurdo, urgência, ou simplesmente, zêlo, cabe-me escrever, pois continuo me vendo como a voz que clama no deserto - sofrendo as mesmas acusações que o referenciado João Batista..
 
A Forbes Brasil noticiou dia 17/01/2013, com atualização dia 18/01/2013,uma lista com os pastores mais ricos do Brasil (http://forbesbrasil.br.msn.com/negocios/bispo-edir-macedo-%c3%a9-o-pastor-mais-rico-do-brasil-com-uma-fortuna-de-usdollar-950-milh%c3%b5es). Beleza. Trabalharam pra isto. Ninguém ali, até onde sei, é assaltante, ou ladrão de banco, ou traficante, ou algo assim. Foi trabalho, o que torna o crescimento do patrimônio, algo lícito. Contudo, meus DOIS fiéis leitores conhecem a Bíblia e ao lerem sobre a licissitude, lembrar-se-ão do texto paulino nas Sagradas Escrituras: "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm" (I Co 10:23a).
 
E porque não convém? Ora, por causa dos que dizem as sagradas escrituras. Não se ensina a Palavra visando lucro, nem se encontra nas sagradas escrituras um caminho para a prosperidade (coincidentemente, todos os pastores envolvidos na reportagem da Forbes, são adeptos da chamada Teologia da Prosperidade - esta, aliás, passa longe da minha casa, da minha vida, do meu cristianismo e só frequenta este blog em, digamos, situações como esta). Quando eu me lembro das palavras do Cristo: "Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam; (Jo 5:39), vem-me à mente que nas Escrituras se encontram mensagens que nos preparam para a Vida Eterna, através da aceitação do Cristo, já que são elas, as Escrituras, que testificam d'Ele.
 
Alguns defensores dos renomados obreiros podem até tentar me redarguir, citando que: "Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho." (I Co 9:14). Beleza, concordamos até, neste ponto. O que não concordo é com o enriquecimento. Tem até um texto interessante, com este subtópico: "Viver do Evangelho não é a mesma coisa que enriquecer às custas do Evangelho!" no seguinte endereço eletrônico: http://intellectus-site.com/site1/artigos/o-Evangelho-e-o-dinheiro.html.
 
Gente, o tema é extenso e acredito que cada qual deve ter uma opnião e um posicionamento sobre o assunto, contudo, no meu entendimento, devemos fazer como os grandes heróis da fé ao longo do tempo, distribuindo os bens para a obra, como assim fizeram, Agostinho e Francisco, chamados santos pelos católicos e Wesley e Moody, padrões de fé e austeridade para cristãos de todos os tempos.
 
Apenas para citar, Wesley, quando morreu, deixara apenas a sua caneca, um prato e uma colher, pois o resto de seus bens foi distribuído, em vida, para a caridade. Já Agostinho, certa vez, ao visitar uma Igreja, chegou à tesouraria e diante da fortuna que viu, foi brindado com a seguinte frase: "hoje em dia não precisamos mais falar como Pedro e João à porta Formosa do Templo, 'ouro e prata não temos'". Ao que respondeu: "Sim, mas será que temos o poder de falar ao aleijado, como eles, 'Levanta-te e anda'?"
 
Claro que, graças ao desenvolvimento tecnológico e o dinamismo da vida moderna, manter um ministério atuante, fica caro. E experimento na própria carne este custo. Eu já deixei de ministrar em Igrejas porque eu não tinha o dinheiro das passagens, nem eles. Contudo, no meu entendimento de mordomia, foi assim para que a vontade de Deus se manifestasse (os planos de Deus eram de que outros pregadores estivessem lá e não eu, ou fosse necessária a minha presença aqui em Brasília e não no Rio de Janeiro, por exemplo, ou então Deus realizou um grande livramento e por aí vai). Mas isto não exime os custos com Internet, equipamentos eletrônicos e com a minha ausência em serviços de informática, para me dedicar à obra (deixo de ganhar dinheiro e até gasto, em nome do reino dos céus). Fora os custos não mensuráveis, como tempo dedicado, ausência à família e outros... Será que depois deste parágrafo alguém irá querer o número da minha conta??!?!??! ;-) Estou só brincando, gente, calma, hehehehehehe.
 
Amados, Deus os abençoe. "Que o meu Deus, segundo a sua riqueza em Glória, venha a suprir todas as vossas necessidades em Cristo Jesus." (benção paulina aos filipenses em Fp 4:13 - Claro que os teleevangelistas não precisam de uma benção como esta, afinal, eles já têm sua própria riqueza...). Ah, sim, explicando o título "Riqueza pobre": "De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma" (Mc 8:36)...
 
Ósculos santos,
 
Alf.

domingo, 30 de setembro de 2012

O filho pródigo.

Amados, a Paz do Senhor!
Pródigo, no sentido literal, é aquele que gasta, dispendioso... Mas, graças justamente à parábola do filho pródigo, passou a significar também "volta à casa dos pais depois de longa ausência", conforme dois dicionários online (http://www.dicio.com.br/prodigo/ e http://www.dicionarioweb.com.br/prodigo.html). Assim sendo, apesar de não ser um gastador compulsivo, sinto-me pródigo, ao voltar a este blog após tanto tempo...
A parábola do filho pródigo é uma das histórias mais conhecidas da Bíblia. Um jovem impetuoso se põe a gastar sua herança, ainda com o pai em vida, e um belo dia conhece a falência, a miséria e esse monte de coisas ruins que acometem quem tá sem dindin e resolve voltar para a casa de seu pai. Lá, ele é recebido com festa, gera ciúmes no irmão, mas ao final da parábola, tudo se acerta. Glórias a Deus.
Como sabem, a ótica dos meus escritos sempre foi a "do homem pecador". A aplicabilidade também. Quem é são, não precisa de cura. Como todos somos pecadores, fica mais fácil "aceitarmos a cura". E, na ótica do homem pecador, o filho pródigo se deu mal, inclusive, por causa das más companhias...
Oxalá eu tivesse uma meia-herança para poder INVESTIR. Caso meu pai venha a falecer antes de mim, o que eu duvido (o cara deve ter a unção de Matusalém: já enterrou o pai, a mãe, quatro irmãos, duas sogras, duas esposas, cunhados - esses eu perdi a conta - e uma sobrinha - fora os sobrinhos por parte das esposas, que também enterrou -... Ah, até a Dercy, que era conterrânea e contemporânea dele em Taubaté, já foi antes dele...), o que ele vai deixar para mim é uma montanha de dívidas, que dividirei com os outros filhos dele - assim espero, senão vou ter que arcar com as dívidas sozinho, xiiiiiiiiiiiiiiiiiii... Mas, voltando: o tal filho pródigo é um exemplo muito interessante sobre o que não se deve fazer.
Todos sonhamos em ganhar uma bolada de dindin para poder investir. Cada um tem um sonho: produzir um filme, se produzir, fazer alguém feliz, ser feliz, enfim... É neste contexto que vemos o real desperdício do filho pródigo: na ânsia de ser feliz e de fazer quem estava a volta dele feliz, empobreceu. Estivesse ele com boas companhias, que o orientassem quanto ao que fazer com aquela dinheirama toda, ele prosperaria. Ou então, que se juntasse com uma mulher virtuosa. Eu mesmo já escrevi sobre a virtuosidade bíblica da mulher: virtuosa é a mulher que sabe ajudar a família a ser próspera.
Existem diversas mensagens intrínsecas nesta parábola: O que não se deve fazer com dinheiro; o que realmente importa na vida; as más companhias corrompem os bons costumes, assim com as más conversações (é bíblico); Deus não desampara os seus; o que pede perdão, recebe; Deus não leva em conta as ofensas praticadas em ignorância; somos todos irmãos, filhos de um mesmo pai, que nos ama igualmente e que só espera nosso arrependimento, etc... Escolha a sua favorita, aquela que irá tocar a sua alma, fazendo com que você se converta de um mau caminho e prodigamente, se volte para a casa do Pai.
Deus te abençoe,
Fique na Paz,

Alf.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Poder.

Amados, a Paz do Senhor!

Ontem, estava eu conversando com o Evangelista Ismael, da Assembléia de Deus, a respeito de um evento que ele gostaria de realizar. Eu entendo que, quando um servo do Senhor, alguém que se coloca à disposição de Deus, tem uma idéia em prol do crescimento do Reino, esta idéia não é dele; parte do coração de Deus para nossas vidas (o "autor" da idéia é tão somente o canal pelo qual a idéia chega até nós) e cabe a nós, pagarmos o preço em oração e esforço, a fim de levarmos a cabo aquela nova empreitada.
O evento em questão é um festival de louvor e o objetivo inicial é levantar fundos para a finalização da construção do templo da igreja local do rapaz, mas, analisando a estrutura disponível para o evento, ficou claro que não tínhamos, eu e ele, condições para a realização do evento. Quem teria, então, condições? Quem teria este poder de gerar condições para a realização do evento. Ora, parece clara a resposta: quem tem condições para tanto, é Deus. Nas mãos do Senhor está o poder de realizar. E, segundo Filipenses 2:13, Deus é quem opera em nós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade. Ora, Ele operou em nós o querer; logo, o efetuar dependerá também dEle. Seremos nós, caso Ele assim aprouver, apenas os instrumentos da Sua ação.
O Poder de Deus porém não é limitado. Deus é o Deus dos impossíveis. Deus é quem transforma o pecador em salvo, o doente em são, o cativo em liberto, o fracassado em vitorioso, a luta em crescimento...
E, para tanto, o principal poder de Deus é o Evangelho, como diz a Palavra em Romanos 1:16: "Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego." (grifo nosso).
Fazendo a ponte transcultural do texto, ouso afirmar que o Evangelho (as boas novas de salvação do Reino dos Céus) é o poder de Deus para a Salvação daqueles que já possuem conhecimento religioso e para aqueles cuja existência foi totalmente afastada da religião. Através do poder da Palavra salvífica, todas as pessoas, indistintamente, podem ser alcançadas para a salvação em Cristo Jesus.
É crendo neste poder, o de salvar e transformar vidas, que as ações da Igreja na terra se norteia.E é graças a este poder, que este norte é seguido e alcançado. Será neste poder também que o evento, em nome de Jesus, será realizado e vidas serão alcançadas, pela virtude do Evangelho e a unção do Espírito Santo.
Graças a Deus!
Ósculos santos.
Alf.

domingo, 20 de março de 2011

Pregando a um Deus estranho I.

Amados, a Paz do Senhor!
Creio que a grande maioria que me lê atualmente, não me viu palestrando. Melhor dizendo, nunca me viu, de púlpito, pregando. Há quem diga que minhas pregações são "diferentes", pois estão acostumados com outro tipo de pregações. É assim mesmo, quem se compromete a pregar o Evangelho do Reino, tem sempre seus opositores; vejam Paulo, no Areópago, por exemplo, para entender sobre o que estou dizendo (At 17)...
Recebi contudo, esta semana, uma mensagem daquelas, que renova a nossa esperança de ver dias melhores: uma irmã, de outro estado, me ligou e disse, entre outras coisas, que sua comunidade sentia falta de minhas pregações. Fiquei feliz com a notícia, mas longe de mim considerar isto um elogio; o fato apenas me mostra o quanto ainda existem pessoas que esperam dos pregadores da Palavra de Deus o comprometimento com a verdade bíblica (e sentem falta quando não há comprometimento) e não as facilidades dessas doutrinas pós-denominacionais, pós-pentecostais e porque não dizer, pós-cristãs...
Dói, receber a verdade. Quanto mais o crente fiel se aproxima da verdade bíblica, mais ele percebe que vivia crendices ao invés de religiosidade autêntica. E isto é perigoso, alguns podem até cair da fé; por isto, eu procuro ter tato com o que escrevo e falo. Mas quando falo...
Não sou um grande pregador, mas sou muito eloqüente. Eu prego o que acredito, não prego o que a denominação quer; prego o que a Palavra de Deus, naquele dia, me inspirou, através da virtude do Espírito Santo, para transmitir ao povo de Deus. Quem escuta uma pregação minha, jamais esquece. E prego também para isto, para ensinar. Lembram-se do homem pecador? Um dos motivos dele ser pecador (dele cometer erros, até contra si mesmo) é o fato de não conhecer as escrituras, nem o poder de Deus. Quando estou num púlpito, estou no meu maior momento de servidão, atento àquilo que Deus espera de mim, atento à voz do Espírito, eu preciso ser o instrumento de Deus para salvar alguém, uma vida, uma alma... E eu entendo o que a Bíblia quer dizer quando fala que quando uma alma se salva, há festa no céu.
Cabe apenas dizer que quem faz a obra é o Senhor, mas subo a um púlpito com o propósito de salvar almas e de ensinar as escrituras. Já, levar o homem a conhecer o Seu Poder, é com o próprio Deus; mas estou lá, se Ele também quiser realizar o avivamento no meio de Seu povo, sou um vaso, Ele é o oleiro. E, se pela Sua infinita Graça e Misericórdia, o avivamento acontece, o milagre acontece e a obra se completa, eu me sinto com a missão, por ora cumprida.
Graça e Paz, meus amados. Continuamos por aqui, a pregar um Deus estranho, um Deus que ama seus filhos, ainda pecadores, mas que quer salvá-los dos ardis deste mundo tenebroso. Desculpem-me, mas minha pregação não tem prosperidade, nem sucesso nos negócios... A prosperidade nos alcança como conseqüência de uma vida no altar, mas é o meio, não o fim. O fim, a festa, o verdadeiro sucesso, ainda é restaurar uma vida destruída e colocá-la aos pés do Senhor.
Ósculos santos,
Tio Alf.

terça-feira, 8 de março de 2011

Dia Internacional da Mulher.

"Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis."
Amados, a Paz do Senhor!
Hoje se comemora o Dia Internacional da Mulher e ontem, como hoje, o provérbio acima, do Rei Lemuel, permanece atual: a mulher virtuosa é mais valorosa que rubis. Em outra tradução está escrito que o valor da mulher virtuosa excede o de finas jóias.
Gosto também de um outro texto, referente à excelência de ser mulher. Está em I Pedro 3:3, algo assim: O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus.
No contexto atual, são as virtudes femininas que as ajudam a suportar suas jornadas duplas e, às vezes, triplas e que as tem elevado a altos cargos na administração pública e privada.
Parabéns, mulheres, e que Deus as abençoe.
Ósculos Santos,
Alf.



quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Festa no interior...

Amados, a Paz do Senhor!
Há mais ou menos um ano, quando me acidentei de carro, tive que ficar em Volta Redonda por um mês. Claro que, o homem natural (entendam, o Alf natural, "incircunciso" - ouso dizer, carnal), aquele pecador, o da ótica deste espaço, xingou até "as horas", reclamou, ficou se perguntando, se lamentando: "porque, meu Deus, porque (snif)???". A história toda do meu acidente você encontra em meu outro blog, o diariodaviagemdoalf.blogspot.com, nos posts de março e abril do ano de 2010. Mas, voltando: só que além do homem natural, existe um homem espiritual, voltado para as coisas do alto (não, não falo de aviação, falo de enlevo espiritual...). E o homem espiritual (entendam, o Alf que percebe a atuação e o zelo de Deus para com a sua obra) percebeu uma oportunidade: meu anfitrião em Volta Redonda, o Pastor Levi, pastoreava (assim como ainda pastoreia) uma pequena igreja, filiada à Convenção das Igrejas "O Brasil Para Cristo" do Estado do Rio de Janeiro, na vizinha e interiorana cidade de Pinheiral e sua igreja iria comemorar o 16º aniversário de criação do templo em Pinheiral. Eu estava em Volta Redonda, na casa dele, com dores pelo corpo que me dificultavam a locomoção, mas que não impediam a minha produção intelectual e informacional. Então, me pus a ajudar: criei o logo da Igreja, com base nas diretivas da convenção, postei e-mails, criei a carta-convite, ajudei a distribuir os convites pelas Igrejas e pontos de pregação da denominação (dirigir eu podia, ruim era andar a pé, por causa do esforço muscular, ou de ônibus, pois cada solavanco parecia um soco contra meu corpo)... Ah, e já no periodo da festa propriamente dito, 23 dias depois do meu acidente, eu podia colaborar com trabalho braçal mesmo: coloca faixa ali, carrega caixa de som acolá, leva cadeira pro clube - sim, coisa chique, o dia especial da festa foi no (único) clube da cidade -, enfim, dei minha contribuição.
Ver a fé simples daquele povo, interiorano, sempre me serviu de alento. Eu só percebo isto quando estou no interior do Estado do Rio de Janeiro. A fé para eles não se baseia em prosperidade... Prosperidade é ter o almoço na hora do almoço e a janta na hora da janta. E para aqueles que não tem? Ora, aí aparecem outros tipos de milagre, o da solidariedade, o da caridade, etc... "Ora, mas isto não é milagre, é entendimento da verdade do Evangelho", diriam alguns. Certo, em parte; a caridade acontecer na hora da necessidade, sem que palavra alguma tenha sido dita, é, ao meu ver, um ato de Deus sim, um milagre. Desculpem-me os céticos, mas eu acredito em milagres. Acredito também em avivamento...
Você sabia que os chamados "avivamentos brasileiros", numa visão crítica, tendo em vista sua extensão, duração e eficácia, seriam na realidade apenas "movimentos avivalistas"? O Brasil ainda não passou por um verdadeiro avivamento, um avivamento nacional, o tão esperado avivamento de um "Brasil para Cristo". Eu creio que um dia este avivamento acontecerá. Não a partir dos grandes centros, onde o "milagre" é o da cura espetacular ou prosperidade (claro que temos todos os tipos de milagres em todos os lugares, Deus é o mesmo; falo aqui do valor que as pessoas dão a determinadas manifestações divinas em virtude de sua própria escala de valores), mas do interior, onde o "milagre" é a salvação das almas, é a restauração do lar e da família, é o afastamento dos vícios, das medicações controladas, da vida desregrada... O avivamento acontece primeiro no indivíduo e a partir deste, contagia toda uma sociedade, toda uma nação. Eu creio no avivamento. Eu creio que um dia, um conjunto de homens e mulheres sentirá ao mesmo tempo a atuação do Espírito Santo e contagiará todos os diversos segmentos sociais deste Brasil... Faço minha parte. Prego o Evangelho do Reino, com fé simples, porém madura (maturidade no caso é reconhecer-se como falho e pecador; TODOS PECARAM, principalmente eu). Com a discrição própria de uma formiga. Afinal, no dia de pentecostes, após a ressurreição do Cristo, o dia em que se considera a origem de todo o conceito de avivamento, os apóstolos estavam em oculto, no cenáculo, uma espécie de quarto grande - imaginem o ultimo andar de um edifício - onde foi realizada a santa ceia - cenáculo vem de cena, que siginifica "jantar" -. E, neste lugar, em oculto, o milagre aconteceu: "E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; e de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo..." - At 2:1-4b (ACRF).
Em meio àquela festa de fé daquele povo simples de Pinheiral e ao experimentar em minha vida os efeitos de sua crença, senti-me perto desse "pentecostes apostólico" e firmou-se ainda mais em mim a certeza de que o Brasil passará por um avivamento nacional. Como escrevi acima, tenho feito a minha parte. Conclamo, pois, a você, leitor amigo, que faça a sua.
Em Cristo,
Ósculos em profusão,
Tio Alf.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Ouro e Prata, não tenho...

Amados, a Paz do Senhor!
Alguém já ouviu a frase acima? Ela é atribuída numa música erudita à Pedro e João, quando estes estavam à porta Formosa do Templo. A passagem real está no livro de Atos dos Apóstolos, capítulo 3, verso 6, na Bíblia Sagrada: "E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda."(ACRF).
O que me chama a atenção neste texto é o fato deles não terem ouro nem prata, mas terem algo que poderia ser mais interessante ao interlocutor do que o dinheiro. No caso, o interlocutor é um pedinte, que paralítico de nascença, pedia esmolas à porta do templo, como ocorre em muitas cidades do interior, nas quais os pedintes ficam à porta de igrejas, apelando para a boa vontade dos fiéis, em busca de um donativo. Sem entrar no mérito da questão, vejo que sem ouro ou prata, os apóstolos possuíam um "bem maior" para oferecer ao pedinte; muito mais que um óbulo, que quando muito o ajudaria a comprar o almoço, recebeu a cura de sua enfermidade, o que, possibilitando-o para o trabalho, o faria prosperar por seus próprios meios e garantiria seu sustento.
Tenho visto os pregadores eletrônicos do conforto do meu lar. Eles pregam o mesmo Deus que eu prego. Tenho visto e ouvido seus programas de TV e rádio. E sei de suas campanhas de semeadores, ajudadores, atalaias, ou o nome que se queira dar para aqueles que, para além de seus dízimos e ofertas, contribuem especificamente para a manutenção dos ministérios eletrônicos. Claro, temos mais é que ajudar mesmo. O Evangelho do Reino deve ser pregado a tempo e fora de tempo. O que me chama a atenção é que aqueles que contribuem, dão seu testemunho. E o seu testemunho é sobre prosperidade. Eles deram dinheiro e recebem mais dinheiro. Quem sou eu pra duvidar, deve ser assim mesmo. Vez por outra, percebemos uma certa arrogância em quem testemunha, como se fosse obrigação do Altíssimo o abençoar porque ele abençoou a obra, mas isto é assunto para outro post...
O paralítico de nascença que foi abençoado à porta do Templo, saiu glorificando e saltando dentro do Templo e todos ficaram assombrados, pois o conheciam de ficar na porta pedindo esmolas, o homem tinha mais de quarenta anos, enfim: o homem deu testemunho do milagre que se operara em sua vida.
Fazendo a ponte hermenêutica, fico pensando: será que só ouvimos testemunho de dinheiro porque foi nisto que se transformou a obra do Senhor? Uma barganha com Deus? Eu dou o que Sua obra precisa e o Senhor me dá o que eu quero? Pensando de maneira mais sóbria: será que não ouvimos, ou ouvimos com pouquíssima freqüência, testemunhos de transformação de vidas (abandono das drogas, da bebida, curas, restauração familiar) porque, enquanto igreja, já não temos mais aquilo que Pedro e João tinham? Falta-nos a Virtude do Espírito Santo para operar milagres? Conta-nos uma história - que recebi por tradução oral, desconheço a fonte - que certa vez (em torno do ano 400 da era cristã), Agostinho, o famoso Santo Agostinho, Bispo de Hipona, um dos pais da Igreja, visitou uma igreja em que o presbítero, certo de que estava fazendo da melhor maneira possível o seu trabalho, abriu uma porta e mostrou uma pequena fortuna ao então Bispo Agostinho, oriunda das ofertas, e disse: "Certamente, Bispo, não precisamos mais dizer a quem nos pede: 'Ouro e Prata não temos...'", ao que Agostinho replicou: "É verdade... Mas será que temos condições, como eles (Pedro e João) tiveram, de dizer: 'Em nome de Cristo Jesus, levanta-te e põe-te de pé!'". Percebo, triste, o quão atual é esta frase, a ponto de "elevar" Agostinho a "profeta". Pensem nisto.
Espero, em Cristo, estar enganado.
Ósculos Santos,
Tio Alf. Ah, sim, se algum leitor souber de alguma referência da história citada, me atualize, por favor.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Aquele que pecava...

Amados, a Paz do Senhor!
Sou um homem pecador. Talvez em minha descrição de perfil, eu devesse ter colocado que sou pecador, ao invés de escrever: "vai lendo aí...". Claro, sou também muitas outras coisas. Sou, também servo. Claro, de novo, um servo ruim. Não dou conta de viver sem pecado, logo, não atinjo os objetivos de santidade. Só sou santo diante da ótica divina, conforme citado pelo autor de Efésios: "... para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;" (Ef 1:4b - ACRF). Explicando melhor, somente transformado pelo sangue de Cristo na minha vida, somente sendo visto através do sangue de Cristo, como se fosse uma lente especial, é que sou visto como santo e irrepreensível diante do olhar amoroso de Deus. Sem este sangue, por mais que me esforce, serei pecador. O sangue de Cristo é a unica e suficiente redenção para minha vida. Deixei de ser pecador? Não, passo a ser pecador remido e, pela ação contínua do sangue, revigorada pela confissão e perdão dos pecados, é que sou santo. Vejam que exemplo bonito de confissão e perdão: "Então disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. E disse Natã a Davi: Também o SENHOR perdoou o teu pecado; não morrerás." (II Sm 12:13 - ACRF). Ah, sim, falo de mim; mas fique à vontade para fazer a ponte hermenêutica e aplicar o que falo à sua vida. Esta é também a sua situação. Sem Cristo, você está perdido em seus próprios enganos...
Contudo, e aquele que pecava? Ora, este, que não peque mais. Melhor, que busque não pecar mais. Veja o que diz o Apóstolo João em I Jo 1:8 (ACRF): "Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.". Então, sempre pecamos, apesar de nossa luta contra o pecado. Mas devemos buscar não pecar. É ordenança do mestre e é o mesmo Apóstolo João quem nos transmite esta ordenança: Pelo menos duas vezes, Jesus disse, "não peques mais": com o homem à beira do tanque de Siloé (Jo 5:14) e com Maria Madalena (Jo 8:11).
Sabemos que vamos pecar. Isto é certo, tão certo como somos seres humanos. Contudo, retransmito as palavras do Mestre, sem ser herético, juntando-as ao título deste blog: aquele que pecava, "NÃO PEQUES MAIS". No afã de manter imutáveis as palavras de Jesus, ficou sem concordância, mas você entendeu a essência: procure não pecar; mas, sabendo que, se porventura pecar(mos), "temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo." (I Jo 2:1b - ACRF - SIC).
Ósculos, esforçando-se pela santidade,
Alf.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Dancinha...

Amados, a Paz do Senhor!
Hoje farei algo que não costumo fazer. Repreenderei alguém que ouvi. O chato é que este alguém que ouvi, é meu amigo. Pastor, conceituado, influente nacionalmente na sua convenção, escritor, com obras publicadas... Claro que não o nominarei. Mas não concordo com a abordagem que ele fez, de púlpito, sobre o assunto: dança.
Ele citou Russell Normam Champlin, considerado o maior exegeta (intérprete) do novo Testamento e autor de uma trilogia de livros interessante: "O Novo Testamento Interpretado", "O Antigo Testamento Interpretado" (ambos, versículo por versículo) e "A Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia".
Como todo autor de profusa produção intelectual, tem seus defensores e seus exatores. Eu, não para ficar em cima do muro, mas para me voltar à proposta do blog de ser o homem pecador, entendo que ele, o autor, como todo mundo, comete erros. Melhorando o conceito, tende a impregnar conceitos pessoais nas interpretações que faz das Escrituras Sagradas. Dizem que a profecia depende do entendimento do profeta e do ouvinte, pois ao ouvirmos uma profecia está envolvida a experiência pessoal de ambos. Isto acontece com tudo que lemos e ouvimos, não só com as profecias. Por exemplo: se dissermos para um especialista em patologia clínica que Wim Malgo foi um grande escatologista, ele estranhará nunca ter lido nada de Malgo e citará outros autores escatologistas, como Hoffman, de quem, um crente zeloso nunca ouviu falar; é que escatologista pra um é especialista em exame de fezes e, para o outro, escatologista é o estudioso das coisas futuras, das profecias da Bíblia.
Logo, autores impregnam seus textos com suas próprias experiências e leitores fazem o mesmo quando os interpretam. Eu estou fazendo isto agora. O tal pastor, ao fazer a sua defesa anti-dança, o fez também. Assim também fez Normam Champlin, ao declarar em sua "Enciclopédia": "Mesmo as danças em que homens e mulheres nunca se abraçam, mas têm movimentos que são sexualmente sugestivos, tradicionalmente são reprovadas pelos crentes, como indignas para os seguidores do Senhor Jesus." Não sei se ele quis se alinhar com alguma corrente denominacional e reparo agora que ele mesmo não se posiciona com relação à dança, mas cita que, por tradição, os crentes (como se ele não fosse) reprovam danças sensuais.
Pois bem: o meu amigo citou Champlin, numa, digamos, "TRADUÇÃO LIVRE", tecendo alguns comentários sobre as virtudes do autor, dando a entender que quem entende de Bíblia é o Champlin (tá, o cara entende mesmo, nisto concordamos) e que, o cara que entende de Bíblia, dizia que se uma dança é sensual, é reprovável aos olhos do Senhor. Vamos à réplica:
1º Não é o Senhor que reprova, são os crentes (está escrito acima, é só voltar e ler- é uma transcrição exata de como está escrito na "Enciclopédia");
2º Reprovar uma dança sensual, ou o que quer que seja, que foi dançada para louvor ao Senhor, é fonte de maldição. Veja II Sm. 6:14-16: "E Davi saltava com todas as suas forças diante do SENHOR; e estava Davi cingido de um éfode de linho. Assim subindo, levavam Davi e todo o Israel a arca do SENHOR, com júbilo, e ao som das trombetas. E sucedeu que, entrando a arca do SENHOR na cidade de Davi, Mical, a filha de Saul, estava olhando pela janela; e, vendo ao rei Davi, que ia bailando e saltando diante do SENHOR, o desprezou no seu coração." (ACRF). Gente, nesta singela cena, vemos um homem saltando de alegria na presença do Senhor e tão era a empolgação (entendam, sensualidade) de Davi que sua esposa (criada para ser rainha) sentiu ciúmes. Leia mais II Sm. 6:20-23: "E, voltando Davi para abençoar a sua casa, Mical, a filha de Saul, saiu a encontrar-se com Davi, e disse: Quão honrado foi o rei de Israel, descobrindo-se hoje aos olhos das servas de seus servos, como sem pejo se descobre qualquer dos vadios. Disse, porém, Davi a Mical: Perante o SENHOR, que me escolheu preferindo-me a teu pai, e a toda a sua casa, mandando-me que fosse soberano sobre o povo do SENHOR, sobre Israel, perante o SENHOR tenho me alegrado. E ainda mais do que isto me envilecerei, e me humilharei aos meus olhos; mas das servas, de quem falaste, delas serei honrado. E Mical, a filha de Saul, não teve filhos, até o dia da sua morte." (ACRF). Gente, esta é uma situação muito séria: porque a Mical acusou a dança de Davi de ser sensual, enquanto apenas se tratava de louvor autêntico na presença de Deus, ela teve sua madre fechada, uma maldição para as mulheres naqueles tempos.
Ora, condenar, julgar uma dança é tão nocivo como condenar uma profecia. Não estou inventando, está escrito. E meu amigo, no afã de defender interesses denominacionais, vai ao púlpito ensinar os irmãos a atraírem maldição para suas vidas, porque, se nós passarmos a ter que identificar os louvores corporais, corremos o mesmo risco de Mical, de considerarmos algo sagrado como profano. E isto, é blasfêmia, bem sabemos. Considerar carnal algo que veio da parte de Deus para nós.
Olha, eu não danço, sou desengonçado. Nunca fui tomado pelo Espírito para dançar (depende do repertório, da experiência do profeta, lembra?). Mas eu não posso me calar diante de algo, que, se não for ingênuo, é manipulação.
Ósculos (não sensuais),
Alf.
Ah, não sou dono da verdade, nunca fui. Tem o texto abaixo, da Comissão Permanente de Doutrina de uma denominação, que pode te ajudar a ter uma visão mais ampla, pois é diferente da minha visão e mais branda do que a do pastor de quem fui antagonista neste texto.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Riqueza e prosperidade.

Amados, a Paz do Senhor!
Eu sempre repito aquele texto que diz: “...a boca fala do que está cheio o coração.”(Mt 12:34 – ARA). Bem, eu tenho falado muito de riqueza. Não, não estou rico ou cheio de riquezas; estou cheio, como sempre estive até hoje, de VONTADE de ficar rico (risos). A Janayna me diz que se Deus me quisesse rico, teria me feito rico. Fatalista o ponto de vista dela e até o aceito, PARA ELA. Só que, para minha vida, eu penso em outra aplicação da Palavra de Deus. E passo a compartilhá-la com você, leitor amigo.
A palavra de Deus fala sobre pessoas prósperas. Fala sobre pessoas que prosperaram na presença de Deus. E eu tenho ouvido muita coisa sobre prosperidade e diversos textos, que a meu ver, se encaixam no assunto. Mas todas as pessoas prósperas da Bíblia têm alguma coisa em comum. Adivinhe o que é? Pois é. Todas elas trabalharam (e muito) para chegar aonde chegaram, para ter uma vida considerada próspera.
Outra coisa, que me salta aos olhos, é a possibilidade de encontrar um conselho material em textos espirituais, como naquele texto que fala do senhor que foi viajar e que a cada um dos seus servos, deu uma quantia de talentos (a parábola dos talentos). Quando o senhor voltou de viagem, só teve problemas com o servo que não gerou lucro algum. Não é a quantidade que está em jogo, o importante é que se tenha (algum) lucro, nem que seja “dá-los aos banqueiros”, para ter um mínimo lucro.
Bom, juntando estas formas de pensamento, precisava de um textinho para corroborar meu ponto de vista, dá-lhe credibilidade. Que tal o capítulo 31, de Provérbios, de autoria de Lemuel, rei de Massá? Segundo ele, são palavras de sua mãe. Não transcreverei o texto aqui, porém é muito conhecido, começa assim: “Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas jóias.” A tônica aqui é valor material mesmo; se você continuar a ler, você verá que o marido confia nela para comercializar e cuidar do dinheiro (verso 11). Ela confecciona (versos 13 e 19), cuida da casa (versos15 e 27), comercializa as confecções (verso24), reinveste o dinheiro no ramo imobiliário (verso 16a), atua no agronegócio (verso16b)... A cada novo investimento lucrativo se motiva a ganhar cada vez mais (verso 18a), trabalhando inclusive nas madrugadas (verso18b). Não se esquece, porém, do retorno social de seu enriquecimento e ajuda aos necessitados (verso 20). Pode ajudar, porque tem o suficiente para si e sua família (versos 21 e 22), inclusive para provimento futuro, em caso de necessidade (verso 25).
Um aparte que faço é sobre a “palavra de sabedoria” e a “instrução da bondade” que sai de sua boca (verso 26). Quem trabalha, tem foco, não tem tempo para brigas, dissenções, contendas... Se não perde tempo pensando naquilo que não é pão, não perde tempo devaneando com aquilo que não interessa; o que resta é o envolvimento esforçado em torno do objetivo de ganhar dinheiro.
Sei que você, meu leitor, nunca olhou para este texto, o da mulher virtuosa, como sendo um caminho para a prosperidade bíblica, mas é verdade. É o único “case” detalhado de sucesso que encontrei na Bíblia. Entendeu, porém, a minha mensagem? Quer prosperar? Trabalhe duro. Saiba negociar a sua força produtiva, o seu trabalho. Não adianta trabalhar de graça, ou ganhando pouco. Seja justo. Justiça chama justiça. Então, não há fórmula mágica. Quer ser uma pessoa virtuosa, dedique-se ao trabalho. O resto é conseqüência. “Ah, não trabalho.” Tudo bem. Mas se você quer ser próspero, comece a trabalhar urgentemente. Não coisas do lar ou não remuneradas. Trabalhe mesmo, com salário, ou por conta própria, com remuneração. Mas trabalhe. Este é o único caminho para a prosperidade, segundo a Bíblia. Afinal, o tal provérbio termina assim: “Dai-lhe do fruto das suas mãos, e de público a louvarão as suas obras.” (Pv 31:31 – ARA). Ah, sim, não concordo com a vírgula antes do “e”, contudo está assim na ARA e eu mantive. ;-)
Ósculos e abraços,
Tio Alf.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Hermenêutica e Shekinah.

Amados, a Paz do Senhor!
A discussão gerada pelo uso do termo "Shekinah" por segmentos evangélicos (músicas, ministérios, etc...) e em geral (lojas maçônicas, esoterismo, cabala mística, etc...), tendo cada um dos diversos segmentos o seu próprio entendimento, me leva a discorrer sobre as questões hermenêuticas (Hermes era o deus mensageiro do panteão grego, que transmitia a mensagem de Deus aos homens; logo, hermenêutica é arte de transmitir mensagens ENTENDÍVEIS aos homens - ciência do entendimento, teoria geral da compreensão) do termo.
Primeiro, vamos historificar o termo: sim, é verdade: os xiitas léxicos tem razão: em nenhum lugar da Bíblia se encontra este termo. O termo foi cunhado por rabinos, para significar a habitação ou a presença de Deus no meio do povo. Ora, então como que, para os evangélicos, no mundo todo, o termo passou a significar a Glória de Deus? Simples, usando-se uma figura de linguagem. Existe uma figura de linguagem chamada: Metonímia e um tipo específico de metonímia nos chama a atenção para este nosso caso que é a: Sinédoque, que consiste na atribuição da parte pelo todo ou do todo pela parte. Tudo bem até aí? Espero que sim. Então, analisemos dois textos: 1. "Uma vez dentro Moisés da tenda, descia a coluna de nuvem e punha-se à porta da tenda; e o SENHOR falava com Moisés. Todo o povo via a coluna de nuvem que se detinha à porta da tenda; todo o povo se levantava, e cada um, à porta da sua tenda, adorava ao SENHOR." (Ex 33:9-10 - ARA). Ora, a coluna de fogo estava à tenda congregação. A tenda da congregação, depois que os Rabinos cunharam o termo, passou a ser a "Shekinah". Havia muitos utensílios ali, mas por sinédoque, a tenda da congregação poderia ser conhecida apenas pela coluna de fumaça (que é a Glória visível de Deus), logo, "Shekinah" é a Glória de Deus. 2. outro texto, conhecido do grande público, é: "No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo." (Is 6:1 - ARA). Neste texto então fica facinho, facinho entender a "Shekinah" como glória de Deus. As abas das vestes enchiam o templo. A presença do Senhor enchia o templo. O templo, por sua vez é a habitação do altíssimo no meio do povo. Então os dois temos ligados a "Shekinah" estão ali, presença e habitação... Só tem um porém, foi uma VISÃO! Diz o profeta: "...eu vi o Senhor...". Então era uma presença visível, uma Glória visível, logo, somos mais uma vez remetidos por sinédoque ao entendimento que "Shekinah" é a Glória visível de Deus. Estes são apenas dois textos que reforçam o entendimento e a aceitação de que o conceito da "Shekinah" seja, para os evangélicos de um modo geral, a Glória visível de Deus. Resumindo: Em diversas crenças existem diferentes significados, mas o conceito da "Shekinah", usado e aceito no meio evangélico é o de que a "Shekinah" é a glória visível de Deus.
Mas, quando nos aprofundamos nas questões hermenêuticas, vemos que uma verdade (no caso, um termo qualquer, de qualquer idioma) aplicada à sua vida, à sua verdade, gera uma terceira verdade, que é o seu próprio conceito. "Shekinah" é um bom exemplo disto: o termo original usado pelos rabinos tinha identidade com a habitação de Deus e/ou a presença de Deus no meio do seu povo; porém, se você usar o termo "Shekinah" perante (a verdade de) um evangélico e perante (a verdade de) um esotérico, por causa de suas percepções distintas da verdade, cada um terá um entendimento distinto, que aliás, nada a tem a ver com a verdade original. Agora, isto é muito diferente de pensar, como alguns xiitas que conheci os textos, que quando cantamos: "derrama a sua 'Shekinah' sobre nós" estamos evocando demônios ("Shekinah" seria outro nome de Lilith, a mãe dos demônios, na cabala mística) ou pedindo para uma casa cair sobre nossas cabeças (já que "Shekinah" é "habitação"). Quando você usa um termo, o que importa é o significado daquele termo para você, para a sua verdade, dentro dos cenários e do contexto em que é usado.
Para exemplificar este conceito, recorro à evangelização da Coréia. A evangelização da China foi terrível; só Hudson Taylor, após a guerra do ópio, é que tentou dar um jeito naquilo...Mas isto aconteceu por que os evangelistas quiseram ensinar aos chineses um novo Deus, com um novo nome (afinal de contas, os nomes chineses para Deus só poderiam dizer respeito a deuses pagãos e heréticos...). Na Coréia, os evangelistas perguntaram: qual o nome de Deus (o engraçado é que o panteão coreano até então era semelhante ao chinês; o que aconteceu foi que os evangelistas aos coreanos foram mais espertos...)? O nome de Deus é este: e saiu um nome esquisito em coreano. Eles, os evangelistas, não se apegaram a ensinar Jeová, ou Javé, ou coisa parecida aos coreanos. Explicaram que conheciam a história daquele Deus, pregaram a Jesus, chamando Deus como os coreanos o chamavam e depois acrescentaram os demais nomes da divindade. Como os coreanos conheciam o conceito de Deus relacionado ao nome que eles usavam, foi amplamente aceito o evangelho na Coréia. Penso que, se os primeiros evangelistas que chegaram lá, apregoassem a Jesus, chamando Deus por um nome com o qual os coreanos não estivessem acostumados ou não tivessem identidade, não teriam a aceitação que tiveram. Lembrando que na Coréia, o cristianismo histórico experimentou um crescimento do número de fiéis de oitenta por cento ao ano...
Fica difícil para alguém que possui entendimento literal, xiita, aceitar conceitos. Tem ministros de louvor, de movimentos jovens, que podem conclamar a assembléia dizendo: "Aí, galera de Jesus!"; já num movimento ortodoxo, chamar a rapaziada de galera é lançar maldição, pois galera significa, na visão dos membros desses movimentos, "bando de salteadores"... Viu como são as palavras? Elas só tem entendimento dentro do cenário e contexto em que são empregadas. Palavras, são só palavras. O que importa é o entendimento (hermenêutica) daquela palavra, o conceito que ela exprime, dentro de determinado contexto e cenário.
Concluo, desta forma, que o entendimento do conceito da Shekinah, como sendo a presença visível de Deus, dentro do meio evangélico é amplamente aceito e deve continuar a ser usado.
Ficou grande, mas, espero elucidativo.
Beijos e abraços,
Alf.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Riqueza!

Amados, a Paz do Senhor!
Ano Novo, Vida Nova! As felicitações de ano novo são repletas de coisas boas que desejamos para aqueles que queremos bem: saúde, paz, amor, prosperidade (que é a riqueza...). Apesar de todo mundo dizer que o que importa é a saúde, todo mundo também quer ser rico. Ninguém admite, parece que é legal ser pobre. Mas, na minha ótica de homem pecador, que luta contra suas tentações, eu assumo que o homem natural (e por conseqüência, pecador), quando não é, quer ser rico.
E não há nada de mal nisto. Uma vez, a então Bispa Sônia Hernandez, da Igreja Renascer em Cristo, disse, ao ganhar uma BMW, que aquilo que ela apregoava aos fiéis, sobre prosperidade, sobre os zêlos de Deus, também tinha que acontecer na vida dela, para servir de testemunho, para tornar cada vez mais crédula a sua pregação.
Sem, contudo, entrar na "terrível" seara da teologia da prosperidade, nem polemizar com o povo que acredita que "riqueza" por si só seja um mal, gostaria de expor a visão que tenho a respeito de riqueza e prosperidade na Bíblia. E uso um texto de Paulo, que se encontra na Bíblia Sagrada, na epístola aos Filipenses, capítulo 4, versículo 19:
"E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades." (Fp 4:19 - ARA).
Tema: "O Deus que supre" (ou "provê", ou "Riqueza em Cristo". Surpreenda seus ouvintes)!
1. "E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória...": "Cabod" é a palavra que foi dita no antigo testamento. É a glória material de Deus, não a 'Shekinah", a glória visível de Deus. Moisés teve uma visão da Glória (Cabod) de Deus, na fenda da rocha, olhando por trás e seu rosto passou a resplandecer, tamanha a grandeza desta glória material. Compare Êxodo 33 e 34 para ter uma noção melhor sobre as duas glórias. Quando se fala "riqueza em glória", é da riqueza material mesmo (Cabod), não da glória da tenda da congregação (Shekinah), que era espiritual.
2. "há de suprir...cada uma de vossas necessidades.": Interessante que a Palavra não fala das necessidades mais preementes. Não fala que só em último caso o Senhor agirá. Fala que o Senhor, segundo sua riqueza em glória (ou seja, tudo que há no universo), suprirá CADA UMA DE VOSSAS NECESSIDADES (mesmo aquela, pequena, ínfima, que você não ousaria incomodar o Senhor com ela, mesmo essa). Não há condicionantes, é uma promessa neo-testamentária. Compare com Êxodo 3:7-9, veja como é diferente a atuação e o livramento de Deus naqueles dias (a providência divina "demorou" cerca de 450 anos para acontecer). Mas, por quê?
3. "Em Cristo Jesus": É diferente porque naquela época, do antigo testamento, não tinha ainda ocorrido o advento da Cruz. Agora, que estamos no tempo da Graça, que Jesus veio, nos colocou em comunhão com o pai, que temos acesso à morada celestial, não são necessários anos de uma sofrida experiência, para que Deus conheça o nosso sofrimento. Hoje, em comunhão com ele, através do sacrifício de Cristo na Cruz, basta crermos e veremos o Senhor derramar ricas bençãos, também materiais, suprindo cada uma de nossas necessidades.
Apelo? Que tal: "Quem gostaria, após passar anos sofrendo, sem perspectivas, de experimentar em sua vida, o suprimento de Deus em Cristo Jesus? Eu não sei qual a sua necessidade hoje, se material, se espiritual... Mas eu sei de duas coisas: 1. Deus conhece a sua necessidade, qualquer que seja ela; 2. Deus pode suprir a sua necessidade, melhor, Deus suprirá a sua necessidade, em Cristo Jesus. O que você precisa fazer? Aceitar a Cristo como seu único e suficiente salvador e experimentar a atuação de Deus em suas necessidades."
Ficou grande, né? Mas é isto.
Que o meu Deus, segundo sua riqueza em Glória, venha a suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades.
Beijos e abraços providentes,
Alf.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Objetivos...

Amados, a Paz do Senhor!
"Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê." (Rm 10:4 - ARA)
Gosto deste texto; principalmente porque ele fala de objetivo. Ao escrever que o fim da lei é Cristo, o Apóstolo Paulo quer nos dizer que a finalidade da lei é Cristo, que o objetivo da lei é Cristo. Toda a lei existe para expor a Cristo e preparar o terreno para a sua obra salvificadora. A lei e as profecias são cumpridas na pessoa do Cristo, que com sua história de vida nos conduz à salvação e com seu sacrifício, a consuma.
E você? Qual é o objetivo da sua vida? Não falo de objetivos genéricos, como salvar almas, ou aqueles impostos pelo seu trabalho. Falo de você, diretamente com você. Quais os seus objetivos? Toda a Bíblia foi escrita para se cumprirem em Cristo, o objetivo das Escrituras Sagradas. Realizando um paralelismo com sua trajetória, toda sua vida existe em torno de qual grande objetivo pessoal? Tem você um grande objetivo pessoal na vida? Pense nisto...
Como sempre, um esboço do texto, pois ninguém é de ferro.
Texto: Romanos, capítulo 10, verso 4.
Tema: O Justo Objetivo (facinho, facinho).
1. (4a.) Porque o fim da lei é Cristo: existem dois entendimentos aqui, ambos válidos e complementares: 1. a lei termina em Cristo; 2. a lei tem a finalidade, o objetivo, que é Cristo.
2. (4b.) Para justiça de todo aquele que crê: a fé é o único caminho pelo qual o homem é justificado. Mas não é uma fé perdida, sem objetivo. É a fé no objetivo da lei, a obra salvífica de Nosso Senhor, Jesus Cristo.
Apelo: Há alguém aqui neste recinto, que deseja ser justificado pelo Senhor? Que entendeu o objetivo da Lei e dos Profetas, que é apregoar a salvação do pecado e da morte, por meio de Jesus Cristo? Aceite a Cristo agora e atinja este justo objetivo.
Deus abençoe a todos grandemente neste novo ano, que se inicia.
Ósculos objetivos,
Alf. Ah, sim, a abordagem secular do mesmo tema, você encontra em http://diariodaviagemdoalf.blogspot.com.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Afinal, o que é METANÓIA?

Amados, a Paz do Senhor!
Eu utilizo o nome de METANÓIA no meu blog. Mas, afinal, o que é METANÓIA? De onde o Alf tirou este troço? Eu tirei do grego: meta = mudança; nóia = mente. No texto áureo, aliás, que está abaixo do quadro branco onde está escrito "METANÓIA", o autor de romanos escreve algo como "metamorfose pela inovação da sua mente" (μεταμορφουσθε τη ανακαινωσει του νοος υμων, em grego moderno - Textus Receptus). Puxa vida, técnico demais, né? Então tá:

1. Metanóia é a experiência única do cristianismo; eu ouso dizer que, sem a metanóia, não há conversão. Só pode se converter na atitude, quem se converteu na mente;
2. O Cristianismo prático é o exercício sempre constante da metanóia. Quando lemos em Gálatas 5:19-23 sobre as obras da carne e o contraste com os frutos do Espírito (letra maiúscula, tá, gente... Representa o Espírito Santo de Deus...), o autor está falando que quando andávamos no mundo éramos propensos a cumprir as obras da carne, mas quando passamos pela metanóia, pela mudança de mente, somos inclinados pelo Espírito a viver esta mudança, frutificando no Espírito.
3. O famoso arrependimento é a forma mais conhecida de metanóia. O homem reconhece seus erros, que andava por um caminho de "lama e perdição" e, muda sua mente, se arrependendo.

Como eu sei que a vida do obreiro é corrida, aqui vai um esboço do versículo 2 de Romanos 12, nosso texto áureo, para ser usado em suas preleções:
Texto: Romanos 12, versículo 2.
Tema: Que tal: "A reforma de Deus." (Obs: a palavra chave aqui é forma: se você não se conFORMA e se transFORMA, significa que Deus fez uma reFORMA em sua vida, transformando o seu ouvinte de perdido em salvo, de incrédulo em crente).
1. "E não vos conformeis com este século," (inconformismo com o pecado desta geração hedonista, que busca o prazer pelo prazer e que se encontra distante de Deus);
2. "Mas transformai-vos pela renovação da vossa mente," (mudança de mente com o que realmente importa: valores morais e éticos substituindo os valores materiais e carnais deste mundo tenebroso);
3. "Para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." (somente após experimentar o inconformismo com o mundo e a transformação do pensamento é que alguém pode ser considerado transformado/reformado por Deus e somente nesta situação é que este alguém poderá ter experiências boas, agradáveis e com o entendimento da perfeita vontade de Deus).

Agora ficou fácil, né? Dica de apelo: "Quem nesta noite (manhã ou tarde), quer experimentar em sua vida a transformação de Deus? Onde estão aquelas pessoas corajosas que hoje, ousarão mudar as suas mentes, mudar de rota e escrever seus nomes no livro da vida?"
"Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê." (Rm 10:4 - ARA)
Ósculos santos,
Alf.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Hallelujah!

Amados, a Paz do Senhor!
Aleluia significa "Louvor a Jah"; Jah é uma das formas de se escrever Jeová, nome que você com certeza já ouviu. É uma das formas como Deus é chamado pelo seu povo. Logo, aleluia é Louvor a Deus. Ou, como nos brinda a Wikipedia: "...primeira parte da palavra Hallelu(הַלְּלוּ) significa "Louvem! Adorem!" ou "Elogio"; a segunda parte da palavra é Yah (Jah) (יָהּ), uma forma abreviada do nome de Deus, Javé. Yah ou Jah constitui a primeira metade do Tetragramaהוהי,(YHWH, IHVH, JHVH), o nome do Deus da Bíblia, pronunciado em português como Iawé ou Javé." E a Wikipedia então conclui: "...aleluia significa "Louvem Deus Javé", ou "Adorem Deus Javé", ou "Elogio Deus Javé".".
Existe uma música, secular, que fez parte da trilha sonora de Shrek (cantada por Bon Jovi) e com a qual a cantora Alexandra Burke, vencedora do "X Factor" 2008 (uma espécie de show de talentos do Reino Unido) lançou-se ao estrelato. A música, chamada "Hallelujah", na verdade é de 1984, possui várias versões, mas a "definitiva" é esta, justamente a de Alexandra Burke:


Ah, tá... Você é patriota como eu e tem suas reservas com idioma estrangeiro, é isto? Não esquente, a tradução está no link abaixo:


Então, Aleluia, louvai ao Senhor! Louvado seja o nome do Senhor!
"E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades."(Fp 4:19 - ARA).
Alf.

domingo, 26 de dezembro de 2010

METANÓIA!

Amados, a Paz do Senhor!
Hoje eu estou realizando uma idéia antiga, de escrever um blog somente com assuntos espirituais. O objetivo deste blog, recém-inaugurado, é levar você, prezado leitor, a mudar a sua mente. Metanóia é isto: mudança de mente. Aquele que pecava, não peca mais; aquele que roubava, não rouba mais; aquele que não cria no sacrifício de Cristo na Cruz, para o perdão dos pecados da humanidade, passa a crer. E por aí vai...
Devo escrever pelo menos um texto por semana e preciso do seu apoio.
Desde já agradeço.
Em Cristo.
Alf.